Fenômenos da natureza: nebulosas

Quem não se encanta ao ver uma grande nebulosa em um telescópio, ou mesmo em uma bela imagem fotografada por ele? Vamos conhecer um pouco mais sobre as nebulosas.


O QUE SÃO NEBULOSAS?


Nebulosas são nuvens formadas por poeira cósmica, hidrogênio e gases ionizados a partir de restos de estrelas que se desagregaram. Ao serem observadas, as nebulosas apresentam formatos irregulares semelhantes aos das nuvens, o que foi determinante para a escolha do nome desses corpos celestes, pois a palavra nebulosa provém de um termo em latim que significa nuvem. A poeira cósmica que compõe esses corpos celestes pode aglutinar-se pela ação gravitacional. Assim, a união dos materiais que formam a nebulosa pode dar origem à formação de uma estrela. Por esse motivo, as nebulosas são chamadas de berços de estrelas.


O primeiro registro da observação de uma nuvem interestelar foi feito por Cláudio Ptolomeu por volta do ano de 150 d.C. Ptolomeu registrou em dois livros de sua coleção Almagesto a presença de cinco estrelas que apresentavam uma forma indefinida, como se fossem nuvens.


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Tipos de nebulosas


Existem três tipos básicos de nebulosa: de emissão, de reflexão e obscuras. Vamos conhecer elas:


1. Nebulosas de emissão


Nebulosas de emissão são nuvens gasosas de altíssima temperatura iluminadas por luz ultravioleta proveniente de uma estrela próxima. Quando os átomos que compõem a poeira cósmica decaem para estados de energia menos excitados, ocorre a liberação de luz visível. Geralmente, esse tipo de nebulosa apresenta cor vermelha, isso por causa do hidrogênio, material em maior abundância no universo.


2. Nebulosas de reflexão


Nebulosas que apenas refletem a luz de uma estrela próxima são classificadas como refletoras. Como a luz de frequências próximas ao azul é mais facilmente espalhada, essas nebulosas geralmente se apresentam em tons azuis.


3. Nebulosas escuras


As nebulosas escuras praticamente impedem a passagem da luz e são observadas mediante o contraste adquirido em relação aos demais objetos celestes que as rodeiam. Esse tipo de nebulosa geralmente está associado a regiões de formação de estrelas.


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Agora vamos a alguns exemplos dessas incríveis nebulosas:


Nebulosa Trífida


Imagem de WikiImages por Pixabay


A nebulosa Trífida tem a cor vermelha característica das nebulosas de emissão, que provém da absorção de forte energia ultravioleta emitida por estrelas jovens muito quentes. Tem fissuras escuras que parecem irradiar para fora de uma estrela central. Essa estrela é claramente visivel no canto interno de uma das três regiões brilhantes da nebulosa. A mancha azul ao norte é uma nuvem de poeira e gás, revelada pelo reflexo da luz da estrela e poeira.


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Nebulosa de Órion


Imagem de WikiImages por Pixabay


A magnífica nebulosa Órion localiza-se um pouco ao sul das três estrelas que marcam o Cinto de Órion, onde pode ser vista a olho nu como uma mancha difusa de luz tremeluzindo. Localizada a uma distância de cerca de 1.600 anos-luz, sua luz é produzida pelos efeitos da radiação ultravioleta da estrela múltipla Theta Orionis.


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Nebulosas em Sagitário


Imagem de WikiImages por Pixabay


São as nebulosas complexas NGC 6589 e 6590 em Sagitário. As regiões avermelhadas de gás ionizado contrastam com as duas nebulosas de reflexão azuis à esquerda embaixo. A luz dessas estrelas é refletida por partículas de poeira contidas dentro da nuvem. Talvez o exemplo mais famoso de nebulosas de reflexão seja a que cerca as estrelas do aglomerado estelar das Plêiades em Touro. A nebulosidade que se vê aqui é tudo o que resta da nuvem original a partir da qual as estrelas das Plêiades se formaram.


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Nebulosa em Escorpião


Fonte da imagem: Wikipedia/NASA, ESA and the Hubble SM4 ERO Team - http://www.hubblesite.org/newscenter/archive/releases/2009/25/image/f/


A uma distância de 5.700 anos-luz, a nebulosa de emissão NGC 6334 em Escorpião também contém algumas nuvens escuras, que podem ser vistas na imagem. A luz visível dessa nebulosa provém da energia ultravioleta de estrelas jovens e quentes que ionizam o gás na nuvem. Como resultado, a nebulosa emite luz visível.


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Nebulosa cabeça de cavalo


Imagem de Ragobar por Pixabay


É uma nebulosa tipicamente obscura, que aparece como uma mancha escura contra um fundo brilhante. O pano de fundo é provido pela nebulosa de emissão IC 434. Apesar de muitas nebulosas obscuras estarem catalogadas, a Cabeça de Cavalo é a mais bem conhecida e em geral considerada uma nebulosa clássica desse tipo. É uma extensão de nuvem de poeira muito maior situada a leste. Localiza-se a uma distância de 1.200 anos-luz e acredita-se que tenha um ano-luz de diâmetro.


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  • Via-Láctea


Nebulosa Hélice


Imagem de WikiImages por Pixabay


A Hélice é a maior nebulosa planetária conhecida e a mais próxima. Estima-se que se situa a uma distância de cerca de 500 anos-luz. A Nebulosa Hélice é uma concha de gás expelida por uma estrela que então entrou em colapso para formar uma estrela anã branca. O gás dentro da Hélice e de outras nebulosas planetárias bilha como resultado da energia emitida pelas estrelas centrais da nebulosa. O brilho da superfície da Nebulosa Hélice é pouco intenso, e só é possível observá-la com binóculos ou um telescópio potente. É um objeto de hemisfério sul, situado apenas poucos graus acima do horizonte Sul.


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Nebulosa de Caranguejo


Imagem de WikiImages por Pixabay


Dependendo da sua massa, um vestígio de uma supernova pode entrar em colapso em uma estrela de nêutron ou num buraco negro. O núcleo da estrela que deu origem à Nebulosa de caranguejo entrou em colapso para forma uma estrela de nêutron. A Nebulosa de Caranguejo foi provavelmente o resultado mais famoso do colapso de uma supernova. Apesar da explosão da supernova ter ocorrido há cerca de 6.000 anos-luz, o evento foi facilmente visível para os observadores da Terra.


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Nebulosa do Véu


Fonte da imagem: Wikipedia/Ken Crawford - http://www.imagingdeepsky.com/Nebulae/NGC6960/FullSizeJpg/NGC6960.jpg


Os elementos pesados lançados no espaço pelas supernovas misturam-se com meio interestelar. A imagem mostra a porção norte central da Nebulosa do Véu em Cisne, um cordão enorme de material lançado por uma explosão de uma supernova, que se acredita tenha ocorrido cerca de 30.000 anos atrás e que se dissipou pelo espaço. Algum material desta nebulosa provavelmente vai abrir caminho nas nuvens interestelares que, por sua vez, experimentarão um colapso para formar novas estrelas.


Para finalizar veja um vídeo do nosso canal BioOrbis, sobre 🌟 Contemplando as ESTRELAS:

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