A erva Beladona: descrição, usos e curiosidades

A beladona é um erva perene e rara cultivada em coleções de especialistas. É um forte narcótico, bem conhecido por suas qualidades venenosas, usado na medicina homeopática.

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Image by Hans Braxmeier from Pixabay


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Nome científico: Atropa belladonna
Características: grandes folhas ovais pontudas que nascem aos pares e bagos como as da cereja
Cor: flores, roxo-amarronzadas
Altura: 1,5 m
Dicas de plantio: requer solo alcalino exposto a uma sombra parcial.
Usos: use-a apenas com supervisão médica. Não deve ser manuseada quando se têm cortes ou arranhões.

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A beladona, uma erva antiga


A beladona, pertencente à família Solanaceae, com distribuição natural na Europa, Norte de África e Ásia Ocidental e naturalizada em partes da América do Norte. A espécie é pouco tolerante à exposição direta à radiação solar, preferindo habitats sombrios com solos ricos em limo e úmidos, principalmente à beira de rios, lagos e represas. A espécie A. belladona não deve ser confundida com a amarílis, a espécie Amaryllis belladonna, uma herbácea bulbosa, da família das amarilidáceas. Outra planta comumente confundida com a beladona é a Solanum americanum, popularmente conhecida como maria-pretinha.

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Morfologia


As flores são campaniformes, vistosas, de coloração púrpura, mas com reflexos verdes a verdosas e um discreto odor desagradável. Há uma forma com folhagem de coloração verde-pálida, que produz flores amarelas e frutos de cor amarelo-pálida, recebendo a designação de Atropa belladona var. lutea. Os frutos são bagas com aproximadamente 1 cm de diâmetro, inicialmente de cor verde, mas adquirindo uma coloração negro brilhante quando completamente maduras.

As bagas são doces, ricas em atropina, sendo consumidas pelas aves. As sementes são pequenos grãos de cor acastanhada, ricos em alcaloides tóxicos, que são dispersas com os excrementos, estando por isso adaptadas a atravessar incólumes o sistema digestivo das aves. A germinação é frequentemente difícil, devido ao tegumento duro e rugoso que recobre as sementes, o qual aparenta causar latência.

A germinação demora várias semanas sob condições de temperatura variável, mas pode ser acelerada recorrendo ao uso de ácido giberélico.

Estudos de citologia mostraram que o número de cromossomas de Atropa belladonna e seus taxa infra-específicos é n=25. Devido à sua elevada toxicidade, a Atropa belladona utiliza-se raramente em jardinagem, mas por vezes é plantada pelos seus grandes frutos vistosos.

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Taxonomia


Por ter uma longa história de utilização farmacológica e pela sua toxicidade, à semelhança do que acontece com as espécies do gênero Datura ou com a mandrágora, esta planta tem sido objecto de crenças, lendas e efabulações de todo o tipo, o que continua a ocorrer na atualidade. Foi utilizada no Antigo Egito como narcótico, pelos assírios para "afastar os pensamentos tristes" e o seu uso teve larga difusão na Europa devido ao seu uso em bruxaria desde a Idade Média.

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